A Dívida Pública Brasileira
NBem ao contrário do que
se tenta incutir no imaginário popular, a dívida pública brasileira
só cresceu nos últimos anos. Segundo matéria publicada pela Agência
Brasil, a dívida brasileira aumentou 25 vezes, de 1995 a 2009,
chegando já a R$ 1,8 trilhão. Só a dívida externa cresceu 80%. E
para piorar ainda mais a situação do país das novelas e dos
carnavais, um novo relatório do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior aponta queda de 27,8% nas três
categorias de produtos de exportação comercial brasileiros
(setembro/2009). Já as importações registraram queda ainda mais
acentuada, 31,3% a menos do que no mesmo período de 2008. Mas a
gastança politiqueira e demagógica do pior governo da história
brasileira não para, pelo contrário, aumenta.
O Brasil já deve 1,8 Trilhão de Reais!
E o que faz o governo das bandeiras vermelhas? Emite mais títulos da
dívida e imprime ainda mais papel moeda. Em suma, emite mais e mais
papéis sem lastro, como o conteúdo de um pastel sem nada dentro. No
ano, as emissões já somam R$ 64 bilhões. Através da Medida
Provisória 435, de junho de 2008, ficou permitido ao governo emitir,
sem limite, títulos da dívida, para entregá-los ao Banco Central. Em
2008, o Banco Central pagou ao mercado R$ 33,6 bilhões de juros
referentes a esse tipo de operações de Mercado Aberto, valor este
76% superior ao observado em 2007. Apenas entre dezembro de 2008 e
janeiro de 2009, a dívida interna representada pelas “Operações de
Mercado Aberto” explodiu: subiu mais de R$ 100 bilhões, passando de
R$ 270 bilhões para R$ 381 bilhões!
A relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto
Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no
país) deve aumentar neste ano, segundo o Relatório Trimestral de
Inflação, divulgado recentemente pelo Banco Central (BC).
Essa relação, que em 2008 ficou em 38,8%, neste ano deve subir para
42% de acordo com a previsão do BC, feita com base em parâmetros
dados pela pesquisa a instituições financeiras sobre indicadores
econômicos. O cenário é sombrio, hoje metade da arrecadação do
Tesouro está comprometida com o pagamento de juros e rolagens das
dívidas interna e externa. O Brasil já desponta como o sétimo país
do mundo na relação por dívida e PIB.
Diferente do que o Governo tenta passar para a sociedade, as
reservas cambiais não são exatamente uma “poupança”. As reservas
internacionais brasileiras hoje são provenientes de três fontes: 1)
O saldo da balança comercial; 2) Dólares investidos na Bolsa de
Valores; e 3) Compra de dólares pelo Banco Central (a maior parte
proveniente da emissão de títulos da dívida interna, ou seja,
empréstimos).
Fazendo uma analogia com um banco comum, isso significa que, embora
o dinheiro esteja em caixa, o banco não pode utilizá-lo (pelo menos
totalmente), pois a maior parte dos recursos (saldo da balança
comercial + dólares investidos na bolsa de valores) não pertence de
fato ao banco.
E o governo diz que o Brasil saiu da crise! Bem, acredite...se
quiser...
Defenda seu Patrimônio!
O mercado financeiro internacional está abalado por diversas razões e por muitos motivos. E o único investimento que não se curva diante desta nova crise financeira é o investimento em Ouro! O Ouro não depende da garantia de mercado algum, de governo algum ou de medida governamental alguma. Na realidade, o Ouro é a mais segura forma de independência financeira!