A Irreversibilidade do Colapso Financeiro Internacional e a Nova Ordem Mundial
Não vemos como alguém
possa entender um mínimo sequer de economia, sem conhecer a obra A
História da Riqueza do Homem de Leo Huberman. Esta obra foi
publicada em 1936, todavia traz uma essência fenomenal sobre a noção
do que seja o dinheiro.
Leo Huberman traça uma longa trajetória narrativa, desde os tempos
medievais, buscando apresentar o que sejam as trocas por intermédio
do dinheiro (o que difere do histórico escambo). Huberman, à época
da publicação de seu livro, mostrava-se visivelmente desnorteado em
razão da crescente tensão política e econômica internacional, a qual
ele não sabia, culminaria com a Segunda Guerra Mundial.
Aliás, muitos autores de sua época se mostravam confusos,
principalmente sobre o rumo que a economia européia tomaria a partir
do armamento da Alemanha, justamente quando seu livro mais famoso
foi publicado, em 1936. O notável, porém, é que ele conseguiu passar
em sua obra a distinta visão entre as trocas de bens reais (escambo)
e as trocas econômicas baseadas em valores simbólicos como o
dinheiro (sal, conchas, peles, etc.).
Com o desenrolar dos fatos históricos, a economia do pós guerra terminou por se revelar em uma economia “lógica”, pois era o ouro e a prata quem financiavam as guerras. Ou seja, assim como na velha Roma dos Césares, se for à guerra tem de se estar preparado economicamente (munido de ouro, pedras preciosas, gado, terras, etc...). Com o advento das chamadas guerras pelas independências das colônias européias (as lutas das colônias britânicas, portuguesas, francesas e holandesas pela independência) entrou em cena algo inaudito na história humana: o financiamento das guerras através do crédito. E quem, já de cara, levou o melhor filão foram os ingleses, os quais “emprestavam dinheiro” (na realidade crédito) a fim de financiar as tais lutas. Foi através desse mecanismo que Portugal perdeu, literalmente, todo o ouro extraído de Minas Gerais entregando-o aos ingleses como pagamento não do dinheiro, mas do crédito emprestado. E essa perda de toneladas de ouro dos portugueses para os ingleses só ocorreu porque os títulos eram lastreados em ouro (valor real e tangível). A coisa foi ficando lucrativa, pois se entendeu que a venda de créditos rendia o retorno em ouro (real valor).
Os Estados Unidos (povo
que sempre copiou os europeus - sendo eles próprios - os americanos
- paupérrimos em criatividade) buscaram adotar esse tipo de
mecanismo e lucrar com ele. Acontece que não possuíam lastro de
crédito (dinheiro lastreado em ouro) suficiente para emprestar
tantos créditos e financiar suas próprias guerras e a sua própria
economia, a qual já apresentava graves problemas à época. Na guerra
do Vietnã (quando os norte-americanos julgavam poder financiá-la
como os ingleses haviam feito), os custos desses financiamentos
tornaram-se extremamente caros o que terminou por forçá-los a
abandonar a legítima conversão: títulos <--> ouro. Por isso, no
governo Nixon houve o cancelamento da conversão de títulos em ouro.
Só que o que muita gente não se dá conta é que já não eram mais
simplesmente títulos de empréstimos, mas era o próprio dólar o
título em questão. Encurtando a história, foi-se o padrão ouro, mas
permaneceu o título sem valor (a moeda corrente - o dólar - cujo
valor passaria a ser arbitrado politicamente), com suporte técnico
para seu lastro pelo “valor da economia”, no caso o desempenho da
economia norte-americana. É o chamado fiat money, o dinheiro
político. E o que vemos hoje? O literal e irreversível colapso
desses títulos (o papel moeda - tendo o dólar como carro chefe).
Para acrescentar ainda mais fogo ao incêndio, desde a década de 90
os bancos vêm emitindo dinheiro eletrônico (que nem é ouro e nem
sequer papel moeda, mas simplesmente números em computadores) o que
está conduzindo a economia mundial a um colapso irreversível, e onde
só poderá subsistir (politicamente, e à força) o dinheiro
eletrônico. Em outras palavras, o cidadão comum trabalha, recebe em
troca créditos (dinheiro eletrônico) e paga suas despesas. Mas a
riqueza real, verdadeira, como o petróleo, as terras, o gado, o
ouro, o cobre e a prata estão sendo sistematicamente concentrados
nas mãos dos governos. Por isso o mundo está se tornando comunista e
com uma população sendo, paulatinamente, submetida a um processo
neoescravagista, e sem que o percebam. A única maneira se
enriquecer, sem perder tudo nos próximos anos é pela acumulação de
bens tangíveis e universalmente aceitos como bens de valor real. Ai
de quem estiver acumulando ações, títulos públicos e congêneres nos
próximos anos. A atual crise econômica internacional é deliberada e
visa estabelecer este novo status quo econômico e político, o qual
concentrará nas mãos do Estado tudo o que hoje entendemos como
riqueza. Isto é, ao mesmo tempo, o mais espetacular golpe
internacional de que se tem notícia, como também é o maior embuste
econômico, político e financeiro que a humanidade jamais viu. E esse
novo status quo tem nome e tem sido chamado de a Nova Ordem Mundial.
Defenda seu Patrimônio!
O mercado financeiro internacional está abalado por diversas razões e por muitos motivos. E o único investimento que não se curva diante desta nova crise financeira é o investimento em Ouro! O Ouro não depende da garantia de mercado algum, de governo algum ou de medida governamental alguma. Na realidade, o Ouro é a mais segura forma de independência financeira!